Originalmente publicado em formato de folhetim em 1844, a narrativa acompanha D'Artagnan, jovem gascão que se dirige a Paris com o propósito de ingressar na guarda dos mosqueteiros.
Numa sucessão de mal-entendidos, ele duela e posteriormente se alia a Athos, Porthos e Aramis contra a guarda do cardeal Richelieu, dando origem ao lema que se tornaria um dos mais conhecidos da literatura ocidental: "Um por todos e todos por um."
A obra articula temas como amizade, lealdade, honra, coragem, amor, sacrifício e intrigas políticas, compondo um retrato abrangente da França do século XVII.
Além de seu valor como narrativa de aventura, Os Três Mosqueteiros ocupa posição de destaque na história literária por consolidar o romance histórico como gênero e contribuir para a difusão do formato de publicação serializada: o folhetim — hoje considerado o precursor da estrutura narrativa das séries televisivas contemporâneas.
A obra também exerceu relevância na formação do imaginário coletivo sobre a era dourada da França, período em que o país assumiu posição de destaque geopolítico na Europa, sucedendo a hegemonia espanhola e antecedendo a ascensão britânica.
Ler Os Três Mosqueteiros é, também, revisitar o momento em que a França se tornou o centro do mundo.