Florença, final do século XIII. Um menino de nove anos cruza o olhar com uma menina e, a partir daquele instante, nada mais seria como antes.
Nove anos se passaram até o reencontro. Aos dezoito, um simples cumprimento de Beatriz na rua basta para lançá-lo num êxtase que só a poesia seria capaz de traduzir.
Dante Alighieri escrevia sonetos, guardava segredos e disfarçava sua paixão sob outros nomes para proteger a amada das fofocas florentinas. Mas nada o preparou para o que veio a seguir: a morte prematura de Beatriz mergulhou-o num luto sem fim. E então ele descobriu que o amor transcende a vida.
Desse amor nascido na infância, guardado em segredo e ferido pela morte, nasceu A Vida Nova: o primeiro livro de Dante, escrito em prosa e verso, misturando memória e contemplação de uma maneira inédita.
Antes do Dante do Inferno, do Purgatório e do Paraíso, houve o Dante de Beatriz. E foi por amor a ela que ele se tornou um dos maiores poetas da literatura ocidental.